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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Duelo de titãs



Na mitologia grega, titãs eram divindades que travavam batalhas contra outros deuses do Olimpo. Eram guerras sangrentas, por se tratarem de lados fortes e que tinham seus objetivos a defender.
Imagine que em nossas vidas também ajam esses deuses que vão nos dando rumo. Sentimento X Razão. Está aí uma batalha digna dos deuses. A quem dar prioridade na hora de fazer escolhas, ao coração ou à consciência?
Uma hora ou outra nos veremos em uma batalha dessas, em que ficaremos divididos entre a razão e o sentimento. As vezes perdemos noites em “batalhas”. Os titãs pretendiam dominar os céus, nós, quando estamos em batalha, pretendemos alcançar uma escolha que seja a melhor pra nos sentirmos no céu. É sempre pretendendo fazer a escolha certa que entramos nessa batalha. Um golpe errado pode ser fatal. É preciso muita habilidade e experiência digna dos deuses para não sermos derrotados.
Depois de anos de batalhas os titãs foram expulsos dos céus. Talvez eles tenham feito escolhas erradas em suas estratégias. Se nós, na hora de fazermos nossas escolhas não nos atentarmos bastante e avaliar se a razão ou a emoção deve sobressair na hora da decisão, podemos também sermos “expulsos dos céus”!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A inquisição gay

Já passada a era da inquisição das bruxas na Idade Média, onde estas representavam um perigo eminente para a sociedade, hoje estamos diante de uma nova inquisição: A inquisição gay.

A bruxa é geralmente retratada no imaginário popular como sendo uma mulher desprovida de atributos dos padrões societários, manipuladora da magia negra. Inegável quesito para uma grande repressão por parte da igreja fomentando assim uma era de caçada as bruxas. Não muito diferente, apenas com uma suavidade maior é a questão GLBT nos dias atuais. Algumas religiões admitem a realização do “exorcismo gay”, uma verdadeira caçada àqueles que admitem e se reconhece como homossexual. E não também distante da realidade da bruxaria, a homossexualidade é desprovida de padrões sociais e religiosos, risco eminente de estado de anômia para a instituição denominada família. Consiste aqui, o negável quesito para a caçada aos gays na questão GLBT.

Esse movimento exorcista vem crescendo principalmente nas religiões evangélicas, das quais apresentam maior resistência ao desvio dos padrões. Por serem seguidores potencialmente fortes da postura bíblica e por “ajudarem aqueles que pretendem se converter ao Evangelho de Jesus Cristo” deixando assim a homossexualidade, muitos deles são taxados de homo fóbicos pela militância gay. Talvez assim são, porém devidos as diversas correntes religiosas, algumas são mais enfáticas que outras o que levam a um ritual muito perverso da conversão. Na verdade há uma divergência de concepções e convicções à respeito do fato em suas mais diversas manifestações religiosas. Se por um lado algumas persistem e conservam uma intolerância, por outro há manifestações de conscientização e mudanças sobre essa tão debatida orientação, realizando até casamentos GLBT dentro da própria religião. A exemplo temos a Igreja Contemporânea, uma denominação evangélica pentecostal criada há um ano no Rio de Janeiro para abrigar um rebanho sem lugar na maioria das denominações religiosas: os gays.

Posto assim, a idéia ou a convicção de que o exorcismo, palavra brutal designada para o extermínio de uma condição inata, torna-se algo totalmente contraditório em sua concepção, ameaçando o livre arbítrio humano. Se formos nos reportar a outras religiões que se mostram “neutras” em relação a homossexualidade podemos visualizar outros tipos de concepções mais coerentes ao que tanto se condena. Refletiremos assim com uma corrente espírita segundo Chico Xavier:

“Se as potências do homem na visão, na audição, nos recursos imensos do cérebro, nos recursos gustativos, nas mãos, na tatilidade com que as mãos executam trabalhos manuais, nos pés... Se todas essas potencias foram dadas ao homem para educação para o rendimento do bem, isto é, potências consagradas ao bem e a luz em nome de Deus, seria o sexo em suas várias manifestações sentenciadas às trevas?” Chico Xavier.

Texto de Rafael Alcantara

"Rafael Alcantara é sociologo, formado pela UFS."

sexta-feira, 19 de março de 2010

Uma pessoa...

Estar no Armário de porta aberta é estranho. Não estou fora. Várias pessoas que convivem comigo não sabem (ou fingem não saber). Não que eu ache que elas não precisam saber, mas (sejamos honestos) por medo da rejeição, dos julgamentos, e de seu comportamento mudar depois da afirmação.
Decidi não mentir mais e responder na lata a verdade quando for requisitada. Mas quando ninguém pergunta diretamente, faço o jogo do gato-escondido-com-o-rabo-de-fora. Sempre dando uma risadinha quando alguém pergunta minha opinião sobre alguém do sexo oposto (uma daquelas risadinhas que não dizem nada). E principalmente, eu nunca saio/beijo/fico/fodo com ele ou com ela, sempre com “uma pessoa”.
É como canta Renato Russo, “...troco as pessoas, troco os pronomes...”.
Afinal, sair do armário é um processo. Como diriam nossas colegas de telemarketing, eu vou estar saindo do armário, e não, simplesmente, eu saí.